
.ENTREVISTA
por Robert Souza
Material
gentilmente cedido pelo site
PFG.com.br
Do pesado para a suavidade, esse foi o rumo que
Chad Neptune, Steve Kleisath e Josh Colbert deciram levar quando o
hardcore furioso do Strongarm encerrou suas atividades em 1998. Em
conseqüência disso a banda optou por fazer algo novo e que soasse
mais leve e emotivo, surge o Further Seems Forever. Três anos
depois lançaram o primeiro álbum intitulado "The Moon is Down",
contando com Chris Carrabba nos vocais, hoje front-man do
Dashboard Confessional.
Com a saída de Carrabba, a banda precisou de um substituto rápido,
foi convidado Jason Gleason que acabou gravando o álbum "How To
Start A Fire", mas a Jason teve que deixar a banda um pouco tempo
depois. Nesse período foi cogitado o fim da banda, mas por causa
do apoio de seus fans a banda decidiu voltar e aproveitou a deixa
de Jon Bunch do Sense Field, para somar sua experiência no FSF.
Agora com a casa em ordem, o Further Seems Forever lançou no ano
passado o maravilhoso álbum "Hide Nothing", que foi bastante
elogiado pela crítica. Jon foi o responsável por todas as
composições e junto com os seus companheiros de banda mantiveram o
rock suave do início ao fim. Não se ouve músicas rápidas, e sim
músicas altamente fortes.
Confira a seguir uma entrevista exclusiva que fiz com o
guitarrista Derick Córdoba, na qual ele fala sobre o novo álbum,
os planos, e um pouco sobre a finada banda Strongarm.
PFG - Depois dos primeiros albums, "The Moon Is Down", com
o Chris Carrabba e "How to Start a Fire" com o Jason Gleason, o
que realmente mudou com no novo trabalho, "Hide Nothing", com o
Jon Bunch (ex-Sense Field)?
- Acho que o Jon trouxe muita experiência com ele. Ele tem gravado
muitos álbuns em que participou e de fato trouxe seu estilo
pessoal para o álbum.
PFG - De onde surgiu a inspiração para produzir "Hide
Nothing"? Qual a mensagem que você quer transmitir?
- Só queríamos que a música transmitisse beleza. O titulo
refere-se a ser honesto de muitas maneiras. Em lidar com a musica,
pessoas e lidar em geral.
PFG - Por um breve momento, a musica "Light Up Ahead" me
lembra a banda U2. Quais são as influências da banda?
- Muitos membros da banda amam o U2 e isso pode ter aparecido no
álbum. Acho que todas nossas experiências, assim como incontáveis
bandas, influenciaram a maneira como escrevemos.
PFG - A música "All Rise" é praticamente a continuação de "Make
it a Part", que lembra a música "The Unforgive I e II", do
Metallica. Como nasceu a composição da música?
- Quisemos tentar algo novo. Foi só uma maneira que quisemos
experimentar com a música.
PFG - Como foi o processo de criação do vídeo "Light Up
Ahead" e o que o vídeo quis transmitir?
- Recebemos o tratamento de placas de animação e adoramos a idéia.
Tínhamos gravado dois vídeos antes e não estávamos interessados em
uma outra filmagem de vídeo. Animação parecia uma maneira legal de
mudar as coisas. Acho que a música é sobre esperança e isso é
mostrado no vídeo.
PFG - Agora com o Chris Carrabba na Dashboard Confessional,
qual é o relacionamento da banda hoje e por que ele saiu da banda?
- Temos um bom relacionamento com o Chris e temos feito também
turnê com a Dashboard algumas vezes.
PFG - Para quem não sabe, como foi o surgimento da banda? E
me fale sobre a trajetória da banda, as vitórias e dificuldades...
- De certa maneira foi bem interessante. Tocamos em lugares
incríveis e encontramos muitas pessoas fantásticas. Esperamos
tocar musica por todo o tempo que pudermos. Fazer turnê sempre tem
o lado mais doce. É divertido e é ótimo ver novos lugares e
encontrar pessoas. Mas também pode ser exaustivo.
PFG - A banda Strongarm era mais pesada em comparação ao
FSF. Por que tocar um novo estilo de musica com a FSF?
- Quisemos fazer algo novo e interessante. Foi até bom você ter
tocado no assunto, pois está sendo cogitada a volta do Strongarm.
Vamos esperar para ver no que vai dar, nem a gente sabe ainda
(risos).
PFG - Chris Carrabba fez uma participaçao no festival
Bamboozle. Como foi a apresentação?
- Divertida.
PFG - Com o passar dos anos, sempre vem a mente a ideia de
terminar uma banda por algum motivo. Neste momento, em que vive o
FSF, o que motiva a banda a continuar por tanto tempo?
- Amamos tocar música.
PFG - Você considera a banda Cristã? Qual o relacionamento
entre a sua musica e a religião?
- Todos na banda são cristãos e tentamos viver nossas vidas desse
jeito. Musicalmente somos apenas uma banda de rock. Esperamos que
sejamos uma com uma mensagem positiva.
PFG - Recentemente vocês fizeram uma turnê pela Europa.
Como foi?
- Foi incrível. Tocamos em 14 países e 30 cidades. Sempre nos
surpreende quando as pessoas aparecem para nos escutar em um país
onde nunca estivemos e onde o CD ainda nem foi lançado.
PFG - Quais são os projetos e planos? Vocês pensam em
lançar um novo álbum ou um DVD?
- Estamos tentando fazer um DVD e esperamos que a legalidade disso
tudo possa dar certo. Enquanto isso, não começamos a escrever
nenhum novo álbum ainda.
PFG - O que você acha da FSF vir ao Brasil? Você conhece
alguma coisa sobre o Brasil?
- Seria incrível ir para o Brasil. Eu já estive na América do Sul,
mas nunca estive no Brasil. Eu gostaria muito.
PFG - Obrigado pela entrevista. Por favor, deixe uma
mensagem para seus fans brasileiros.
- Espero que gostem do álbum e venham nos ver tocando ao vivo.
Derick Córdoba
Further Seems Forever.