
.RESENHA
por Robert Souza
Material
gentilmente cedido pelo site
PFG.com.br
Depois
de três anos sem lançar um álbum e com o futuro incerto, o Further
Seems Forever lançou no ano passado o álbum “Hide Nothing”, pela
Tooth&Nail.
O FSF começou logo depois que Steve Kleisath, Josh Colbert, Chad
Neptune e Nick deixaram o peso do Strongarm para montar uma banda
de rock mais melódico. Como o próprio Steve disse “Quisemos montar
algo leve e novo”. Chris Carabba entrou logo em seguida quando
Steve viu um show da sua banda "The Vacant Andys", na Flórida.
Antes de Steve montar o FSF ele tocou bateria na banda Shai Hulud.
Em 2001, o FSF lança seu álbum de estréia “The Moon is Down” que
foi aclamado pela crítica. Mostrando uma banda promissora e bem
estruturada, tanto na parte musical como espiritual. Um álbum
muito surpreendente para a crítica. Após a saída de Chris Carraba
a banda necessitou de uma substituição rápida. Entrou Jason
Gleason. Sua voz, de fato, era bem semelhante à voz emotiva de
Chris Carrabba. Mas, aconteceu outra vez. Jason decidiu partir.
FSF tinha acabado? Toda evidencia tinha apontado um enfático
“sim”. Depois de muitos fãns desesperados enviaram vários pedidos
para que a banda não acabasse, com o apoio deles a banda decidiu
continuar. Desta vez, eles escolheram um vocalista que soou
diferente. A banda desenvolveu seu som em um grande potencial com
a ajuda do novo vocalista Jon Bunch (Sense Field). Uma grande
evolução para uma banda que tinha o vocalista Chris Carrabba,
agora no Dashboard Confessional. A voz de Jon Bunch é bem
melódica. Talvez não com a mesma emoção de Carrabba, mas o poder
está aí.
“Hide Nothing” é o terceiro álbum de carreira que começa com a
música Light Up Ahead, uma música sobre redenção. Não sou de fazer
comparações, mas por um breve momento as guitarras da música Light
Up Ahead lembra a música Beautiful Day, da banda U2. O som emo/rock
nunca soou melhor. Cada música é uma viajem.
A faixa título Hide Nothing exige que todos vivam a vida ao
máximo. Em Light Up Ahead, Jon Bunch canta para uma pessoa que se
sente fraca a voltar para a luz. Em Like Someone You Know diz
“Tome minha alma, está parado meu coração”. O coração é o tema
principal do álbum. Tanto é, que a arte do álbum é inspirado no
nosso principal órgão emotivo, lá que está armazenado nossos
sentimentos.
Na música Make It A Part diz: “Me ajude a começar. A tanto valor
na vida, faça dele uma parte de mim e de você”. Uma bela música,
que mostra o lado mais melódico do álbum. Logo em seguida entra a
música All Rise, que é nada mais e nada menos do que a continuação
da música Make It A Part, mas com um arranjo um pouco diferente.
Para mim são as duas músicas mais fortes do álbum. E Call On The
Life proclama, “Eu não vivo para o passado. Eu não vivo para as
memórias”.
Para fechar com chave de ouro, a última música do álbum For All We
Know traz Jon Buch acompanhado apenas de um violão e um piano ao
fundo. Sem dúvida, a mais balada do álbum.
Na maioria, o disco é suave. O álbum é um dos melhores do ano.
Destaque para as músicas Light Up Head, que também tem um vídeo
clip, Like Someone You Know.
Tenha a oportunidade de ouvir o Further Seems Forever em sua
melhor fase. Trinta minutos de puro êxtase.
Músicas:
01. Light Up Ahead
02. Hide Nothing
03. Already Gone
04. Like Someone You Know
05. Make It A Part
06. All Rise
07. Call On The Life
08. Lead The Way
09. Bleed
10. For All We Know
Further Seems Forever é:
Jon Bunch - Vocals
Josh Colbert - Guitar
Derick Cordoba - Guitar
Chad Neptune - Bass
Steve Kleisath - Drums
Discografia: “Emo Diaries (1999 – Deep Elm Records),
“Recess Theory Split” (2000 - Takehold Records), “The Moon Is Down”
(2001 – Tooth&Nail), “Weezer Tribute” (2001 - Dead Droid Records),
“Pop Goes Punk” (2002 – Fearless Records), “How To Start A Fire”
(2003 – Tooth&Nail).